“Teria que chamar uma antropóloga para poder estudar o perfil dos meus fãs”

O humorista Paulo Gustavo verdadeiramente se encontra na “crista da onda”. Para atingir esse nível, nada foi fácil, fruto de muito talento, percepção de espaço e principalmente saber aproveitar as oportunidades que  as circunstâncias na vida oferecem. “O Vai que Cola- O filme, já atingiu um milhão de espectadores no cinema, produto que teve como referência o seriado Vai que Cola, exibido no canal Multishow. O Blog Cjmartim completa um ano de existência, claro, teria que ter toda graça, simplicidade e carisma desse grande comediante. Vamos conferir a entrevista?

Paulo Gustavo. Dedicação, talento e carisma. Foto: Reprodução

Paulo Gustavo. Dedicação, talento e carisma.
Foto: Reprodução

Cjmartim: Quando começou a ser elaborada a concepção do “Vai que Cola- O filme” ? Muitas alterações  no roteiro?

Paulo Gustavo: A  elaboração do roteiro foi feita toda pelo Leandro Soares, Luiz Noronha, o Cesinha e o Fil Braz. Eu não participei da construção do roteiro, mas as alterações foram feitas de modo muito natural, espontânea. A gente que é comediante, é inevitável não pegar um roteiro e colocar nossa embocadura, botar um caco, na hora que entra em cena. Isso inclui elementos de cena, então é sempre uma coisinha, uma frase que modifica, uma coisa que colocamos no meio. Acho que a nossa colaboração é sempre muito bem vinda pelos roteiristas e ficamos muito a vontade em cena para brincar com isso.

Então, eu acho que a nossa colaboração se dá nessa hora, quando a gente se encontra no set para poder filmar e ai fica essa coisa roteiro barra, diretor barra, ator e personagem, junta tudo isso e tem um resultado que graças a Deus tem sido bem legal.

Cjmartim: Você e uma leva de atores, estão sendo responsáveis em levar uma galera para apreciar filmes brasileiros de comédia. Qual leva de outros temas, também gostaria de ver nos filmes aqui e sente falta?

Paulo Gustavo: Eu fico muito feliz em fazer parte dessa geração, que anda levando essa galera para os cinemas brasileiros, eu acho que, a comédia principalmente é responsável por isso, claro, que a gente teve Tropa de Elite, que também não era comédia e levou milhões de pessoas, mas nós não estamos sendo os primeiros. Já teve Os Trapalhões, a Xuxa, naquela época, eles levavam milhões de pessoas, até mais, do que a gente leva hoje.Se a gente for olhar na ordem lá dos recordes e tudo mais, não somos nós ainda os recordistas.

Então, não inventamos a roda, mas estamos sendo responsáveis por essa nova geração, essa volta do cinema brasileiro que se encontra em alta. O Tropa de Elite é um gênero que eu adoro assistir, mas adoraria assistir um filme de terror, suspense, aventura, eu acho que, aventura também é muito legal, apesar de ser difícil, porque geralmente, quando assistimos um filme de aventura americana, é algo muito caro. O cinema brasileiro ainda não chegou nesse lugar, mas estamos caminhando para isso.

Cjmartim: A exigência do público de ser engraçado 24 horas não aborrece você?

Paulo Gustavo: Não me aborrece de forma alguma. É claro, que não estou sorrindo e fazendo palhaçada 24 horas por dia. Então, eu acho que as pessoas que chegam perto de mim, me encontram no aeroporto, numa coisa corrida e tudo mais, as pessoas entendem que estou em uma situação de um voo correndo, no telefone com alguma coisa séria, mas eu nunca estou de mau humor.E também, não fico preocupado se a pessoa me encontrou e não me viu fazendo milhões de palhaçadas, se ficou desanimada, decepcionada. Eu não tenho muito essa preocupação, porque as pessoas precisam entender que a gente é ser humano, não somos uma máquina.

Cjmartim: Qual perfil dos seus fãs e seus filmes precisam seguir rigorosamente esse perfil ou tende atingir também novos públicos?

Paulo Gustavo: Eu nunca estudei o perfil dos meus fãs. Eu acho que, é bem diversificado mesmo. Com Minha Mãe É uma Peça, lá no início que fiquei dez anos em cartaz, eu conquistei um público, não só o público infantil, como também os adolescentes, o público da terceira idade, até por eu fazer, essa personagem Dona Hermínia, já uma mulher de meia idade, com todas as complexidades. Mas agora com o Vai que Cola, veio uma legião de crianças atras de mim, então, acho que meu público, eu não sei te dizer, teria que chamar uma antropóloga pra poder estudar qual é meu público, mas o que eu posso dizer, o meu público é o melhor do planeta, isso é a única coisa que eu posso dizer, é isso.

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