“O que me atrai na arte não é fama, tanto que tenho uma carreira bem variada”

Bel Kutner, atriz que brilhou com a personagem Darlene na novela “Verdades Secretas”, não precisa estampar capas de revistas, ser elogiada por grandes apresentadores de TV ou participar de grandes premiações, para ser reconhecida como uma ótima atriz, ela simplesmente é. Avessa a esse mundo mágico e perigoso da fama, onde talentos , muitas vezes, se perdem ou são mal aproveitados, Bel conseguiu construir uma carreira sólida, equilibrando sua vida particular com seu ofício.

Nessa entrevista exclusiva, a atriz comenta um pouco sobre o filme “Carlota Joaquina, Princesa do Brazil”, onde integrou o elenco da produção,  papéis marcantes na TV, o ensaio sensual que realizou esse ano, inspirado no filme “A primeira noite de um homem”, além de como funciona uma mente inquieta de uma atriz. Em 2016 vamos pedir mais Bel nos cinemas, no teatro, na televisão, afinal de contas, seu talento é simplesmente viciante.

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Bel Kutner. Talento, foco e humildade. Foto: Reprodução

Cj Martim: Com acúmulo de personagens ao longo da carreira, uma atriz não corre o risco de perder sua identidade? Existe uma linha tênue entre realidade e fantasia?

Bel Kutner: Não, claro que não. Buscar viver essas outras identidades, que são os personagens, só faz aumentar minha visão do humano e conhecer melhor a mim mesma. A criatividade, o sonho, o delírio são livres, da ordem do fantástico. A realidade simplesmente é. Confundir as duas é uma patologia.

Cj Martim: Como foi a experiência em participar do filme “Carlota Joaquina, Princesa do Brasil”, que marcou a retomada do cinema brasileiro? Atualmente, o nosso cinema anda em uma posição cômoda de fórmulas de sucesso ou o frisson do risco anda tomando uma proporção maior?

Bel Kutner: Carlota Joaquina foi um marco pra mim. Muito bom! Foi um trabalho árduo da Carla Camurati e sua produção. O filme teve que parar, depois foi finalizado. Ela teve muita garra e talento pra fazer esse trabalho tão especial. Hoje temos muitos cinemas, cada vez mais, até feito com celular. Isso é maravilhoso. Todos criando sua forma de contar suas estórias. Adoro cinema!

Cj Martim: A novela “Verdades Secretas”foi um grande sucesso de público e crítica. Sabemos que nem sempre a comunicação nas novelas, acontece com sucesso. Acredita que a “conspiração” que ronda o tema book rosa em agências de modelo, aguçou mais a curiosidade dos telespectadores?

Bel Kutner: Sim, mas o que segura à audiência é a qualidade dramatúrgica, a direção com uma linguagem original, e de muito bom gosto, e uma equipe super afinada. Foi um golaço do Walcyr e do Maurinho.

 

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Bel Kutner e o modelo Ricardo Barreto. Foto: Reprodução

Cj Martim: Como funciona o tempo, a respiração e a concentração em um estúdio de uma novela? Como esquecer problemas externos e internos e fazer um mergulho para captar um personagem em inúmeras cenas por dia?

Bel Kutner: Depende do dia, da cena. Tenho um ritual meu no teatro. Na TV, temos que estar sempre prontos.

Cj Martim: Como surgiu o convite do ensaio sensual inspirado no filme “A primeira noite de um homem”?  Algum desconforto em ser clicada esbanjando tanta sensualidade?

Bel Kutner: Obrigada! Foi divertido. Conheci o Rick na hora, já era amiga do Alex Falcão, o fotógrafo, ele dirige as fotos de uma maneira leve e ágil. Não doeu nada…sempre pronto.

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Bel Kutner. Atriz brilhou com a Darlene, na novela Verdades Secretas. Foto: Reprodução

Cj Martim: A sua personagem Helena Ferraz, na novela Anjo Mau, marcou uma geração. Moderna, mais adulta que a mãe e a família juntas. Qual recordação tem desse papel e como construiu a leveza que imprimiu na personagem, que tinha personalidade forte, mas gerava identificação com o público?

Bel Kutner:  Foi muito bom viver uma paulistana intelectual, numa família decadente. A novela da Maria Adelaide Amaral foi um sucesso.

Cj Martim: A fama adoece aos poucos um artista? Ou existem muitos mitos e contradições no uso dessa palavra no meio artístico?

Bel Kutner: Boa pergunta… Sei lá, realmente minhas prioridades são outras, nasci no meio de muita gente famosa no meio artístico. O que me atrai na arte não é fama, tanto que tenho uma carreira bem variada. Gosto de estar livre pra sumir sem dar muita satisfação. E sendo conhecida, tenho sido muito bem tratada pelas pessoas que cruzo no mercado, na rua, na vida cotidiana, de qualquer dona de casa, como eu, que tem filho pra criar, cachorros, contas, etc.

 

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