“Eu nunca acreditei em crise do Axé Music”

“Quero saber, pode contar, vou espalhar tem Babado Novo”. Quem canta essa música atualmente não é mais Claudia Leitte, mas outra cantora igualmente talentosa, que anda aos poucos construindo sua identidade na banda de axé.

Mari Antunes, vocalista da banda Babado Novo, surgiu em um momento onde o axé music enfrenta uma fase “nebulosa” no mercado musical, algo que a cantora discorda nessa entrevista. Com crise ou sem crise, o importante é que Mari conseguiu a proeza de não ser comparada a outras cantoras do gênero, podendo de forma natural criar sua marca na banda.

Musa da escola de samba Salgueiro, Mari Antunes, vai precisar conciliar sua agenda para dois carnavais: o tradicional carnaval dos trios elétricos de Salvador e o carnaval carioca, onde a cantora vai precisar mostrar que tem samba no pé. Confira essa entrevista e torça para que a banda Babado Novo, continue divulgando mais o axé music no país e também no exterior, afinal de contas, esse movimento musical baiano é o nosso patrimônio.

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Mari Antunes. Talento, foco e muita energia nos palcos. Foto: Reprodução.

Cj Martim: Quem consola a artista quando suas tristezas e inseguranças estão prontas para explodir?

Mari AntunesMinhas orações. Creio muito em Deus e nos planos que tem pra mim. Quando acontece de ficar triste, eu oro a Deus e peço equilíbrio em minha caminhada.

Cj Martim: Como criar um diferencial no trabalho quando se trata de um movimento musical como o axé, com tantas cantoras e suas particularidades?

Mari Antunes: Acredito que cada artista tem sua forma de cantar e apresentar seu trabalho como um todo, e comigo não é diferente. Faço o que amo e isso já ajuda bastante.

Cj Martim: Acha injusto falar em crise do axé music em um momento que o sertanejo universitário usa muitos elementos do axé em suas músicas?

Mari Antunes: Eu nunca acreditei em crise do axé music. Desde 1985 até os tempos de hoje nossa música está fazendo sucesso em todas as épocas do ano.

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Ivete Sangalo e Mari Antunes. Parceria de sucesso. Foto: Reprodução.

Cj Martim: Estava lá quando a Ivete convidou você para o show dela no palco do Festival de Verão e disse: “Joga luz nela, a luz.” Se imagina fazendo isso daqui a alguns anos com outro artista?

Mari Antunes(risos) Ivete é aquela mãezona, ela abraça a pessoa, tem um cuidado, um carinho. É indescritível o que ela fez por mim. É muito importante as pessoas que já estão feitas no panorama musical ajudarem quem está chegando. Ela é meu exemplo, fonte de inspiração.

Cj Martim: Quais planos profissionais para o segundo semestre desse ano?

Mari AntunesEstamos numa fase boa, trabalhando nosso DVD que foi gravado em Salvador no ano passado. Sempre preparamos surpresas para nossos fãs e esse ano não será diferente, aguardem novidades. (risos).

Cj Martim: Como monta seu show? A escolha do repertório é fixa ou vai se ajustando à medida que vai percorrendo as cidades, sabendo as preferências do público?

Mari Antunes: Nosso repertório é bastante diverso, sempre participo em tudo. O mais importante é ficar confortável em mim, estando assim, já é um bom começo.

Cj Martim:  A fantasia alimentada por fãs, em se iludirem achando que o artista é um ser perfeito, não prejudica o artista, que acaba criando um personagem dentro e fora dos palcos para agradar?

Mari Antunes: Creio que não existe um ser perfeito, somos todos iguais. Sou bastante natural com meus fãs, não necessito ser diferente do normal para agradar eles. É lindo vê-los cantando, dançando, sorrindo, para me ver. É muito gratificante e, às vezes, fica complicado atender todos, mas sempre faço o possível.

Cj Martim:  Ainda é preciso o artista se deslocar para o Eixo Rio-São Paulo ao tentar uma carreira de sucesso?

Mari Antunes: O eixo Rio-São Paulo é onde ainda se encontram as emissoras nacionais, portanto é importante para carreira, não que isso caracterize sucesso.

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Mari Antunes. Preparada para o Carnaval no Rio e Salvador. Foto: Reprodução.

Cj Martim: A voz é o principal instrumento para um artista, mas nem sempre ela anda nos melhores dias. O uso do playback nesses casos ou apenas para se poupar da rotina estressante de shows é uma boa prática? As cantoras brasileiras não aderem, mas porque caiu no gosto de artistas pop internacionais?

Mari Antunes: Essa prática não faz parte de nossa cultura, o melhor que playback é o artista ter um cuidado com seu instrumento de trabalho, ter um bom fonoaudiólogo e otorrinolaringologista, fazer exercícios diários e ter disciplina.

Cj Martim: Tem percepção de quando um show da banda foi bom ou não? O perigo de cair em um show automático é grande?

Mari Antunes: Se tem uma percepção por conta do repertório e da resposta do público. Queda é acidente e estamos expostos, porém não acho que seja grande a probabilidade.

Cj Martim: Anda em um bom momento consigo? E isso tem se refletido em seu trabalho?

Mari Antunes: Com certeza, sou em paz com minha vida pessoal e isso transparece em meu trabalho, em minha banda.

Cj Martim: Já que o canto dessa cidade agora é seu, pretende expandir esse canto para além das fronteiras?

Mari Antunes: (risos). O canto da cidade são de todas as cantoras baianas, estamos trabalhando duro para levar minha música aos quatro cantos do país!

 

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