“Sou polivalente, mas tenho foco”

Rodrigo Pletsch é modelo, designer gráfico e pintor. Atividades completamente diferentes, mas que direta ou indiretamente se complementam, pois necessitam de sensibilidade e atenção de qualquer indivíduo. Nesta entrevista, Rodrigo fala de sentimentos, profissões, sua paixão pelo Muay Thai e outras curiosidades.

Com seu olhar misterioso, acomodado em uma expressão facial forte, Rodrigo Pletsch pode até intimidar inicialmente, mas é tão leve, tão tranquilo com sua mente e corpo, que seu olhar enigmático se dilui à medida que ele contempla os sabores e mistérios da natureza. Prazer maior não há!

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Rodrigo Pletsch. Foto: Frederico Figueiredo/ Divulgação.

Cj Martim: Alguma crise existencial já tentou entrar em sua vida? A famosa “crise dos 30” é uma falácia ou existe?

Rodrigo PletschExiste. Acho que é o fim de um ciclo, em que a gente começa a fazer o balanço entre sonho x realidade.

Cj Martim: Qual o rótulo não admite que se refiram a você?

Rodrigo PletschNão gosto quando dizem que eu não tenho foco, só porque sou polivalente.

Cj Martim: Seria uma imbecilidade utilizar os ensinamentos do Muay thai, em uma tentativa de assalto, por exemplo? Em que momentos se defender ou o conceito da modalidade, não é esse?

Rodrigo Pletsch: Não se deve reagir em um assalto, muay thai não é krav magá. Nunca briguei na rua, muay thai, pra mim, é um esporte.

Cj Martim: Se tivesse oportunidade de se desconstruir como indivíduo, o que poderia surgir? Um homem despido de ambições ou sua completa destruição?

Rodrigo Pletsch: Se tivesse a oportunidade seria mais ambicioso, já sou desprendido do mundo material mais que o suficiente. 

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Rodrigo Pletsch. Foto: Frederico Figueiredo/Divulgação.

Cj Martim: O modelo tem consciência das marcas que utiliza? Mesmo fora do trabalho, se sente na obrigação em utilizar roupas de marcas?

Rodrigo PletschNão tenho preferencias por marca, hoje em dia, a moda está muito rápida, e tenho usado mais o fast fashion.

Cj Martim:  O design gráfico é uma válvula de escape, em sua vida?

Rodrigo PletschA noção de estética e arte não são uma válvula de escape, e sim um dom. Sou grato por ter essa habilidade e não a uso como fuga.

Cj Martim: Quais novos projetos profissionais para o segundo semestre?

Rodrigo Pletsch: Eu, geralmente, não gosto de programar minha vida, vivo um dia de cada vez, quem sabe no próximo semestre, estarei morando na Europa ou então dentro de uma agencia de publicidade, em São Paulo. Procuro receber os sinais de fluxo e simplesmente vou. Por enquanto, nada programado.   

Cj Martim: Qual foi sua última lágrima? Tristeza interna tem o poder de anular e questionar conquistas já adquiridas?

Rodrigo Pletsch: Vejo a tristeza com alegria, não saberemos o que é felicidade, se não soubermos o que é a tristeza. É tudo uma questão de parâmetro, e eu sei que antes das coisas melhorarem, elas pioram bastante. Fluxo e refluxo. 

 

 

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