Leonardo Vulpi: “Conheço muitos modelos que são super humildes e outros que se acham o máximo.”

Leonardo Vulpi é  ator e modelo de muito prestígio no mercado publicitário. Em entrevista exclusiva, ao Cj Martim, ele mostra que nem tudo são flores na carreira profissional, como lida com a fama e cuidados com à aparência.

Humildade e educação andam de mãos dadas com Leonardo e foram responsáveis pelo homem que ele se tornou. Ser homem não é falar grosso, mas ter percepção que o bom trato com as pessoas é algo primordial, igual a água que necessitamos diariamente e que muitos desperdiçam.

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Leonardo Vulpi. Foto: Beto Fernandes.

Cj Martim: Não tem jeito! Quem pretende seguir à carreira de modelo, precisa fincar bases no Rio de Janeiro e São Paulo? Outros estados, não atendem as expectativas da profissão?

Leonardo Vulpi: Alguns estados até atendem as expectativas, mas é em São Paulo e no Rio de Janeiro, que se consegue ter um direcionamento de carreira, pois as grandes agências estão nesses dois estados. No caso de São Paulo, o mercado publicitário é o maior do país, e é a cidade que recebe os principais eventos de moda. 

Cj Martim: Se sente completamente confortável na sessão de fotos? A palavra desconforto, é confundida com falta de profissionalismo no meio?

Leonardo Vulpi: Desde o inicio da carreira nunca tive problemas para fotografar, fui bem direcionado e me adaptei rapidamente as sessões de fotos. Desconforto se sente às vezes dependendo da situação, mas isso consigo contornar tranquilamente. Agora, falta de profissionalismo agrega outras ações. Com falta de profissionalismo na careira de modelo, não se vai muito longe.

Cj Martim: O que precisa diluir (acabar) em sua vida?

Leonardo Vulpi: Gostaria de ter que ir menos a academia treinar (risos), mas no momento não preciso diluir nada, sigo focado e com fé.

Cj Martim: Como se avalia como ator e se existe uma cobrança sua em criar um diferencial na interpretação de cada personagem.

Leonardo Vulpi: A carreira de ator veio como complemento na carreira de modelo, surgiu como necessidade pra suprir bem o mercado publicitário.Cada papel, personagem, exige muito estudo e muita intuição. Claro que tento me diferenciar o máximo que posso de um personagem do outro.

Cj Martim: Essa manutenção da beleza (pele, cabelo, corpo) escraviza ou já é algo natural em sua vida?

Leonardo Vulpi: Como disse acima, gostaria de ir menos à academia. Contudo, é necessário se manter bem, se manter apresentável, mas é muito natural para mim. A carreira exige muito foco e muita disciplina. “Estar pronto é tudo (Shakespeare).”

Cj Martim: Você fez inúmeras campanhas, mas qual a campanha que surgiu em um momento especial pra você?

Leonardo Vulpi: Todas as campanhas surgiram no momento certo, acredito que cada uma delas é o mérito pela luta diária, pela energia aplicada no dia a dia. Sigo acreditando que o melhor ainda estar por vir!

Cj Martim: Já fez alguém chorar de alegria ou em momentos de raiva? Cuida das suas palavras no tratamento com os outros?

Leonardo Vulpi: Pode ser que de alegria sim, mas não me lembro de ter feito alguém chorar de raiva, pois, naturalmente, sou cuidadoso com as palavras, sou autentico. Reflexo de uma educação bem passada pelos meus pais. Posso estar chateado com algo, mas nunca vou descontar em pessoas que não tem nada haver com isso. Gentileza gera gentileza.

Cj Martim: Essa fama que todo modelo é metido e narcisista, é imbecilidade da imprensa ou ruído na comunicação desses profissionais para o público?

Leonardo Vulpi: Como em todas as carreiras, existem pessoas com ego inflados, metidos, enfim. Conheço muitos modelos que são super humildes e outros que se acham o máximo. Vai muito da personalidade de cada um. Alguns se deslumbram facilmente com as oportunidades que a carreira oferece e outros são super pé no chão.

Mas hoje em dia, com essa facilidade de exposição através das redes sociais, tem muitos modelos exagerando e consequentemente traz essa ideia que todo modelo é narcisista. Acho que a imprensa julga muito sem ter conhecimento de quem é realmente a pessoa, qual sua historia e o que o profissional já fez pra chegar até ali. Para mim, o importante mesmo é o que cada um sente e traz no coração. Tudo passa, a essência fica.

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