Ricardo Barreto: “Atuo como ‘modelo’ dos meus próprios atos”

Ricardo Barreto, atualmente, se dedica ao curso de medicina veterinária, mas já foi modelo fotográfico, algo não completamente descartado por ele. Em entrevista exclusiva ao Cj Martim, o jovem esclarece os novos rumos profissionais, sua relação com as redes sociais e outros assuntos.

Às vezes o vento puxa nosso braço e, carinhoso como é, leva gente por caminhos bons e surpreendentes. Mas tem momentos que paramos e dizemos “Peraê, posso voltar? Qual porta de saída?” E retornarmos com medo para casa, assustados, mas lá na frente nos damos conta que recuperamos a rota do destino. É isso, Ricardo Barreto recuperou a rota do seu destino e com todas as dores e delícias da decisão. Determinado como é, vai enfrentar todas as pedras que surgirem no caminho, mantendo aquele sorriso que puxa os outros para felicidade!

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Ricardo Barreto. Foto/Divulgação.

Cj Martim: Você ‘matou’, colocou em repouso ou é indiferente, atualmente, com a carreira de modelo?

Ricardo Barreto: Existem diversos motivos que induzem uma pessoa a cancelar, adiar ou desistir por definitivo de algo, mas nem sempre o ponto final de uma história é posto pelo próprio autor da obra. Em meio às tentativas que tive pude aprender bastante, conheci pessoas que levarei em meus pensamentos por toda vida, tive a oportunidade de conhecer lugares e concretizar amizades. Modelo significa: pessoa ou coisa, que serve para ser reproduzido. Atualmente autuo como ‘modelo’ dos meus próprios atos e busco ser realmente um exemplo daquilo que venho exercendo até então.

Cj Martim: As pessoas, em volta, entenderam suas novas ambições profissionais?

Ricardo Barreto: Quando eu era pequeno, criei a expectativa de meus pais dizendo que gostaria de ser médico, mas o tempo foi passando e despertou-se em mim interesses distintos. Inicialmente foi uma frustração grande para eles, já que ser modelo ou ator, de fato, não era o esperado. Com o passar do tempo, se acostumaram com a ideia e pude ver em seus olhos o orgulho pelas pequenas conquistas que tive. De fato, as pessoas que estão a minha volta são aquelas que mais querem a minha felicidade e se isso estiver claro em meus atos, o apoio vem como consequência.

Cj Martim: O que é mais preocupante: a indiferença diária com os mendigos nas ruas ou o cuidado excessivo que muitos têm pelos animais? Os bichos são válvula de escape para frustrações de muita gente?

Ricardo Barreto: Por mais opostos que sejam os fatos, ambos estão diretamente relacionadas. O ser humano vive em busca de uma constante qualificação pessoal e como consequência vem desfrutando das frustrações e decepções das quais direcionam ao isolamento. Atualmente, as pessoas buscam a perfeição torna as pessoas referência do que precisam e, com isso, nada será perfeito ou preencherá suas necessidades. Sem sombra de dúvidas, a alternativa mais visada vem sendo o maior apego aos animais domésticos. Ao meu ver, os animais, em muitos casos, vem ocupando o lugar daqueles que sentem a necessidade de preencher um vazio, uma possível frustração e principalmente a substituição de uma relação pessoal.

Cj Martim: Ainda existe o conceito que médico é Deus? Como lida com uma profissão que na qual o erro, muitas vezes, é imperdoável?

Ricardo Barreto: Para muitos, salvar vidas é o verdadeiro motivo da profissão. Garantir a existência e a perpetuação da espécie se torna um dom e requer muita calma e conhecimentos,porém, muitos se perdem no caminhar e passam a acreditar que são os responsáveis pela vida e nada ocorrerá de forma contrária, mas de fato, Deus é o único capaz de decidir uma história.

Cj Martim: Nessa nova fase, curtidas, elogios exacerbados nas redes sociais, fazem algum sentindo? Qual vai ser seu discurso em 2017, Ricardo Barreto?

Ricardo Barreto: Visivelmente, as redes sociais promovem sua imagem de uma maneira rápida e contínua. Continuo sendo o mesmo Ricardo Barreto e a mudança perante aos meus planos de vida não descarta a minha vida social. Nem sempre uma curtida, elogio ou crítica vem de uma escolha profissional, mas, sim, da pessoa que é. De alguma maneira, conquistei pessoas através dos meus atos, trabalhos ou até mesmo pela forma que vejo as coisas. Respeito a opinião das pessoas e sempre que possível retribuo o carinho disponibilizado por aqueles que acompanham o meu dia a dia.

 

 

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