Bruno Anacleto: “Eu vivo me educando para relaxar e deixar as coisas acontecerem”

Em principio, o ator, cantor e compositor Bruno Anacleto lançou na última sexta-feira (06), seu novo Ep, ‘Sorte Minha’, e pode ser visto hoje (09), na minissérie ‘Dois Irmãos’, interpretando o jovem Halim. Nesta entrevista, ao Cj Martim, inúmeras curiosidades do jovem artista.

Buno, Bruno, BrunoA sua carreira não tem pressa. E com a mesma forma despretensiosa que vem caminhando, despretensiosamente vai ser acolhido por todos nós, telespectadores, querendo estender as mãos para você, pois o acolhimento não respeita distâncias.

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Bruno Anacleto. Foto: Fernando Moraes/Divulgação.

Cj Martim: Como se encontram seus pensamentos? Está ansiosa pela estreia da minissérie, confusa pelo atual momento da carreira ou mantém uma tranquilidade “assustadora”?

Bruno AnacletoOpção C! (risos). É difícil, mas eu busco a tranquilidade. Já estive ansioso, mas é um estado que me atrapalha, então, eu vivo me educando para relaxar e deixar as coisas acontecerem. Afinal, elas vão acontecer com ou sem ansiedade… sendo assim, eu prefiro estar calmo. 

Cj Martim: Como surgiu o convite para ‘Dois Irmãos’? Quais trabalhos físico e psicológico feitos para o personagem?

Bruno Anacleto‘Dois Irmãos’surgiu de uma forma inusitada. Foi uma surpresa pra mim. Eu, que sou de Rondônia, mas já estive em São Paulo me dedicando à arte, tinha dado um tempo para mim mesmo e estava morando lá em Porto Velho-RO. O Luiz Antonio Rocha, produtor de elenco da minissérie, e seu assistente Felipe Martins, me encontraram no Facebook e conseguiram o contato de uma loja onde eu trabalhava na época. Foi assim… de repente o telefone tocou e eu retornei ao mundo artístico para esse trabalho lindo. Sou só gratidão por esse acaso (risos). Tivemos 3 meses de preparação do elenco. Eram dias inteiros de palestras, aulas sobre a cultura libanesa, sobre a cultura de Manaus, que é onde a historia se passa, aulas de idioma árabe, de expressão e preparação corporal. Foi uma verdadeira escola. Durante todo esse tempo fiz aulas de crossfit para chegar no físico do Halim. Exaustivo, mas tudo muito prazeroso. 

Cj Martim: Conte um pouco do seu Ep ‘Sorte Minha’. Esse atual modelo de divulgação acentua uma nova fase da indústria fonográfica?

Bruno Anacleto‘Sorte Minha’ é um novo início na minha carreira musical… passei anos cultivando sentimentos e inspirações pra escrever essas músicas e estou muito feliz com o resultado. Posso dizer, sem medo, que me representa… fala sobre relacionamentos, sobre amor, gratidão e paz.Hoje em dia as pessoas consomem tudo muito rápido, creio que os EPs estão aí mais por esse motivo. Não adianta lançar um disco com 13, 15 faixas, pois não dá tempo de trabalhar todas as músicas. Como eu considero cada música muito importante para mim, decidi lançar assim para que as pessoas pudessem ouvir todas com calma. É uma obra com começo, meio e fim… nada está ali pra preencher alguma lacuna.

Cj Martim: Acredita que todo artista precisa encontrar um diferencial na carreira para não perder o sentido? Você tem algum diferencial?

Bruno AnacletoTenho certeza que sim. Cada um busca uma identidade, uma assinatura, isso não pode deixar de ser importante na arte. Acho que um diferencial meu é a verdade… eu sou muito sincero no que escrevo e busco passar para quem vai ouvir a exata sensação que eu tinha no momento da composição. Espero que,quando escutem, sintam o que eu sinto.

Cj Martim: Quais dores e delícias de decorar textos, ensaios exaustivos e escassez do tempo para cuidar da vida pessoal?

Bruno AnacletoQuando o trabalho é legal é tudo delícia! No caso de ‘Dois Irmãos’, eu busquei conhecer muito profundamente a história. Isso fez com que a parte de decorar os textos passasse numa boa. Quando você está vivendo a história, quanto mais estudos, foco e ensaios, melhor. Eu tive que decorar um poema em Árabe, talvez essa tenha sido a maior dificuldade. Em relação à vida pessoal, a saudade da família é o que me aperta, mas faz parte, né? Procuro falar bastante com eles e manter minha família como base para tudo que eu faço.

Cj Martim: É melhor a vida não ter sentido para um ator?

Bruno AnacletoProcuro me ver sempre como ser humano antes de qualquer vontade ou profissão. Eu tenho como sentido de vida viver em paz, e,se não for esse o sentido, pra mim não faz sentido.

 

 

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