Joyce Cândido: ‘Sonhos têm de ser conciliados com muito trabalho’

A cantora Joyce Cândido apresenta o show ‘Fino Trato’, nesta quinta-feira, em Salvador, mas antes concedeu uma entrevista exclusiva, ao CJ MARTIM

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Joyce Cândido. Foto: Tuna Mayer/Divulgação

Inúmeras cantoras talentosas existem no país. Joyce não é apenas mais uma, pois é especial. Com muita humildade, docilidade e foco vem conquistado seu espaço. E como somos ávidos por novidades, ficaremos atentos aos seus passos.

Cj Martim: O estado do mercado fonográfico brasileiro é sadio ou se encontra decadente?

Joyce: O mercado fonográfico mudou. Hoje temos outros recursos, plataformas digitais, internet, que acabam substituindo a venda de CDs e DVDs. Porém, o artista que está sempre fazendo shows consegue ainda ter um bom fluxo de venda. Estamos todos buscando nos adaptar a este novo mercado e descobrindo novos caminhos. É uma fase de transição no mercado musical. 

Cj Martim: A dança e o teatro melhoraram seu desempenho nos palcos? Por que foi buscá-los em 2008, em Nova York?

Joyce: Sempre fui apaixonada pelos musicais da Broadway e por isso fui a New York. Sonhava em ver os musicais, fazer as aulas, passei três anos por lá. Além disso, cantava música brasileira nos bares nova-iorquinos. Com certeza a dança e o teatro são diferenciais no meu trabalho como cantora. Melhoram muito minha performance.

Cj Martim: Quantos meses para escolha do repertório, arranjos, concepções do seu novo show ‘Fino Trato’? Por que trazer o espetáculo para Salvador?

Joyce: Estou há quase um ano pensando no novo show, ouvindo músicas, compondo, pensando num conceito. O ‘Fino Trato’ já foi muito desejado! A ideia é viajar pelas capitais do Brasil e Salvador foi uma das nossas primeiras escolhas. Graças ao meu consultor Nilson Raman e ao querido Vitor Tranzillo, fizemos o contato com o Café Teatro Rubi, que nos recebeu superbém!

Cj Martim: Seu trabalho já perdeu, em algum momento, sentido para você?

Joyce: Perder o sentido não, mas às vezes é tão difícil…! Porém, procuro pensar que todas as profissões têm dificuldades a serem superadas, e volto a pensar que a música é minha vida e que nada me faz mais feliz do que ser cantora, proporcionar alegria e emoção para as pessoas não tem preço! 

Cj Martim: Como não se iludir com o ‘Mundo de Alice’ da fama?

Joyce: Eu acredito na música como a mais alta forma de expressão, além disso, aprendi a pensar na música como meu trabalho desde os 14 anos, quando comecei a dar aulas de piano e a cantar em eventos. Desde então, vivo da música, sem muitas fantasias. Sonhos têm de ser conciliados com muito trabalho, especialmente na realidade atual! 

 

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