Augusto Köech: ‘Sou movido a desafios e um grande abraçador de oportunidades’

Augusto Köech é dono da marca de amuletos Guto Köech. Além dos produtos terem caído nas graças de algumas celebridades, o lema é levar positividade e modernidade para as pessoas.

O empresário foi detalhista na entrevista dada ao CJ Martim, contando como surgiu a marca e seus objetivos profissionais. Guto mostra que é a prova viva de que tudo que surge naturalmente, que recusa abraços de expectativas gordas e esfuziantes, tende a dar certo por si mesmo.

Augusto Köech 1 (por Rodrigo Marconatto)

Augusto Köech. Foto/ Rodrigo Marconatto.

Cj Martim: Existe um bombardeamento na mídia de incentivo para as pessoas serem empreendedores, mas sabemos que não é algo fácil. Quantas pessoas você conhece e que desistiram dos seus sonhos no meio caminho?

Augusto: Acredito que este bombardeamento possa ser positivo se o enxergarmos como incentivo, como forma de fazer com que as pessoas saiam da zona de conforto para empreender. O que me preocupa um pouco é a glamorização disso, pois muitas vezes as conquistas ofuscam a trajetória, e nós sabemos muito bem que, por trás de todos os holofotes, existe – e muito – suor.

Conheço sim algumas pessoas com um potencial gigantesco,que encontraram em fatores externos as desculpas para desistir. E isso é muito triste pois, infelizmente, não são todos que enxergam obstáculos como algo construtivo para te fortalecer a seguir em frente. Por isso é tão importante estar conectado com pessoas que vivenciam o empreendedorismo, pois seus exemplos podem ser a peças-chave para você continuar.

Cj Martim: Essa positividade propagada pela marca Guto Köech, através de terços e outros produtos, indiretamente, não mexe com a religião de cada um? As pessoas buscam positividade porque confiam que, aquilo que tem no pescoço passa segurança e proteção, ou seja, é algo que acreditam sendo materializado. Concorda?

Augusto: Sem dúvida mexe, mas trocaria a palavra “religião” por “fé”, pois o nosso posicionamento como marca não é conversar com esta ou aquela religião, mas sim com pessoas que tenham fé, que enxerguem a vida de forma positiva. Atingimos, inclusive, pessoas que não acreditam em Deus, mas que têm fé na vida, são guerreiras e prezam pelo bem. Esta é a nossa filosofia. 

Cj Martim: Como vem lidando com o caos econômico no país e no que isso reflete em seus negócios? É um momento de desespero e incertezas no mercado, de forma geral?

Augusto: A crise chegou e, como uma cascata, mais cedo ou mais tarde vai te atingir. Mas ser atingido não significa fraquejar e muito menos ser derrotado. Trabalhamos com produtos que não fazem parte da lista de prioridade de compra das pessoas, mas contornamos isso com estratégias que gerem desejo. Exatamente por este motivo que sempre digo que não somos uma marca de acessórios, e sim de “amuletos”, pois,por maior que seja a crise, uma coisa jamais sairá de moda: a fé das pessoas.

E como isso faz parte da minha verdade, é transmitido pela marca. Sempre tive muita fé. Fé de que as coisas vão dar certo, de que o bem vence o mal. E devo muito a minha mãe – minha sócia e designer exclusiva da Guto Köech – por estes ensinamentos.

Cj Martim: Ansiedade, ingenuidade e falta de equilíbrio emocional são um “suicídio” no mundo dos negócios?

Augusto: Sem dúvida. São barreiras que atingem a todos, mas com o tempo e amadurecimento você aprende a lidar. Ansiedade faz com que você atropele suas estratégias e planejamento, ingenuidade, com que confunda os discursos das pessoas e do mercado, e falta de equilíbrio, com que perca oportunidades, contatos e muitas portas abertas.

Cj Martim: Já se olhou no espelho e disse: “Cara, eu só foda!?” Sua egotrip já esteve elevada por causa da aprovação do mercado pelos produtos, pessoas famosas usando e compartilhando nas redes sociais, enfim, pela ascensão da sua marca?

Augusto: Quando me olho no espelho sinto sim um orgulho da pessoa e do profissional que me tornei, e da carreira que comecei a construir. É muito gratificante você idealizar uma marca que saiu da sua cabeça e vê-la tendo tantas conquistas. Quando recebi no ano passado o “Prêmio Jovem Brasileiro” na categoria “Empreendedorismo em moda” passou um filme na minha cabeça, e senti orgulho sim de mim, como quando fui a Cancun em um evento de moda, por conta da marca.

Não me acho “foda”, me vejo evoluindo em diversos aspectos, e isso sim me torna mais forte e confiante para continuar seguindo meus objetivos. Quanto aos artistas, como trabalhei com eventos por alguns anos, tornou-se algo normal, o que não impede que eu me sinta feliz e honrado em atingir determinada personalidade. São conquistas, e elas sempre nos enchem de orgulho.

Cj Martim: Qual foi seu último grito, seu último choro e sua última ideia absurda, mas que pensou: “quem sabe não dá certo”?  

Augusto: A criação da GK IDEIAS, minha empresa de consultoria de marketing. Sou movido a desafios e um grande abraçador de oportunidades. Quando comecei a receber muitos contatos de pessoas interessadas no meu trabalho – em virtude do que construí para minha marca – resolvi sair da zona de conforto e abrir minha cabeça para “emprestar” minhas ideias a outras empresas. E sabe o que eu descobri? Que, por mais que isso me ocupe um tempo, é meu grande prazer ter ideias, e, quanto mais as tenho, mas me sinto ativo para criar para meus próprios negócios.

 

 

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