David Silvah: ‘A única maneira de nos livrarmos do racismo é através da educação’

O entrevistado de hoje do CJ Martim é o cantor David Silvah, que bebe da fonte da black music, mas passeia por músicas latinas e o samba. O Brasil tem uma ‘salada’ musical muito intensa, não tem como não abraçar quando surgi um artista disposto a colocar mais ingredientes nessa mistura. David, seja bem vindo!

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David Silvah. Foto/ Filipe Nevares.

Cj Martim: O Brasil, atualmente, anda sendo generoso com os diferentes estilos musicais expressarem seu trabalho na grande mídia ou os tempos estão difíceis?

David: Não, sabemos que não, a grande mídia é extremamente comercial e sempre acompanha a moda e, de fato, isso faz com que artistas muito talentosos de outros nichos musicais passem despercebidos, às vezes, tendo muitas dificuldades em suas carreiras, vindo até a desistir.

Cj Martim: Conta um pouco do novo trabalho. Qual seu discurso? Quais mensagens diretas quer passar?

David: O “Gratidão” é álbum que comecei a gravar no início de 2015, junto do meu amigo e parceiro de produção Thiago Beatriz, primeiro fomos em busca do conceito e sonoridade e, logo depois, colocamos a mão na massa, experimentando muita coisa até encontrar a textura do trabalho a partir da faixa “Eu morro de saudade” . Essa faixa nos deu um norte. A mensagem do álbum é de alegria, de amor, de fé e superação. Gratidão é um álbum de música brasileira onde o samba, Black music e a música latina se encontram. O álbum traz mensagens de reflexão, romance, homenagens às mulheres e a paixão pelo futebol.

Cj Martim: Você leva consigo o samba, músicas latinas e a black music. Quem estimulou essas referências culturais em você?

David: Desde de muito cedo, meu pai e minha mãe me apresentaram de maneira muito natural um imenso universo musical, onde o samba, a MPB, a Black Music, o jazz e a World Music sempre estiveram presentes, e isso alimentou as minhas influências desde criança até os dias de hoje.

Cj Martim: A fama tem o poder de diluir a essência de um indivíduo? E quando o artista se perde profissionalmente, como é o processo do resgate?

David: Acredito que sim, esse mundo da fama é muito sedutor e cheio de armadilhas, se a fama chegar sem preparação, a coisa pode ficar feia, de toda forma, é um tanto complexo falar sobre isso sem ter vivido a tal “fama”, mas relatos e reportagens sempre abordam esse tipo de assunto. Eu creio que a melhor coisa que uma pessoa pode fazer quando se perde é recomeçar, voltar às origens, reencontrar aqueles que sempre estiveram com ele (a) antes da fama.

Cj Martim: Racismo é um câncer sem cura no Brasil?

David: Esse é um assunto extremamente delicado, sabemos que o Brasil é um país racista, os indícios estão exposto em vários lugares e é muito fácil se deparar com situações racistas, seja na mídia, o comportamento social de forma velada, na maioria das vezes. Em outras situações, de forma declarada, como nas profissões e cargos de destaque, nos salários, nos presídios, enfim é tudo muito claro. A única maneira de nos livrarmos do racismo é através da educação, as novas gerações precisam ser muito bem conscientizadas sobre o racismo e o mal que ele faz a milhares de pessoas, só através da educação o racismo pode vir um dia a ser extinto.

 

 

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