Eduardo Speroni: ‘O artista precisa ser curioso’

Eduardo Speroni. Foto/ Sergio Baia

É só lembrar do dançarino de street dance Bebeto, que você lembra da novela ‘O Sétimo Guardião’, na Globo, do autor Aguinaldo Silva. O interprete na trama é filho de Marcelo Serrado e Carolina Dieckmann, logo você descobre que seu nome é Eduardo Speroni. Por ora, fique com a entrevista exclusiva dele ao blog, que revela os desafios que um jovem ator passa na profissão.

CjMartim: Conta um pouco do seu personagem em O Sétimo Guardião e se você abriu mão de algum outro projeto para focar estritamente na novela.

Eduardo: Em “O Sétimo Guardião”, sou o Bebeto, um jovem que sonha em ser um dançarino profissional de street dance. Ele mora em Serro Azul, pacata cidade do interior que não possui sinal de televisão, nem de internet. Ele trabalha com o pai, Nicolau (Marcelo Serrado), num food truck de hambúrguer na praça principal da cidade.

Seu pai sempre quis ter um filho craque de futebol, capaz de sustentar a família toda. Mas Bebeto não quer saber de jogar bola, só quer saber de dançar. Mesmo contra a vontade do pai, que acredita que dança não é coisa de “macho”. Quem fica do seu lado é sua mãe, Afrodite(Carolina Dieckmann), que por trás dos panos vai tentar ajudar o filho a realizar seu sonho.

CjMartim: Um ator, mesmo jovem, percebe quando seu desempenho vem sendo prejudicado quando a história do personagem é insuficiente ou sem lógica na trama?

Eduardo: Não posso negar que a trama influencia muito no desenvolvimento de um ator durante a novela. Mas não acredito que negativamente, a ponto de prejudicar o desenvolvimento de um artista. Pelo contrário, uma trama frágil estimula o ator a criar. Nós atores, quando nessa situação, acabamos vendo uma necessidade de propor, pois assim damos opção para o autor escrever em cima de tais propostas.

CjMartim: A imprensa já atrapalhou seu ir e vir , seu comportamento diante dos outros?

Eduardo: Não. Nunca tive nenhum problema com a imprensa. 

CjMartim: Ator sem teatro corre o risco de “apodrecer” mais cedo artisticamente? 

Eduardo: Apodrecer é um termo muito radical. Mas acredito que o teatro, assim como qualquer outra forma de arte – música, dança, literatura, entres outras – são importantes para manter o artista em constante pesquisa e desenvolvimento. Senão, o nosso conhecimento pode estagnar. Um artista tem que ser curioso, precisa de referências, e nunca pode parar de aprender. Cada projeto é uma história diferente, lidamos com o novo o tempo inteiro. E o teatro é um território fértil onde se permite muita experimentação, capaz de aflorar o instinto criativo do artista.


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