Regiane Alves: ‘É assustador a força que a Dóris tem na memória do público’

Regiane Alves. FOTO\\ Pino Gomes

[entrevista exclusiva]

Um poço de arrogância. Quem? A garota que maltratava os avós, à Dóris, personagem da Regiane Alves na novela ‘Mulheres Apaixonadas’, que ganha hoje uma reprise no canal VIVA. A atriz nesta entrevista relembra suas vilãs inesquecíveis e defende que atualmente o público não só tem acesso ao lado “fake” das celebridades.

cjmartim: Com a inversão de valores que vivemos, corre o risco da Dóris ser querida pelo público com suas atitudes violentas contra os avós nessa reprise de ‘Mulheres Apaixonadas’?

Acho que já é uma personagem querida na memória do público, aconteceu isso lá em 2003 – e, na época, foi até assustador a força que a personagem teve e ainda tem! Para quem gostava na época, é uma forma de rever e para quem não conhece, uma oportunidade de ver o trabalho desse autor tão talentoso, que é o Manoel Carlos. 

cjmartim: Considera a Clara de ‘Laços de Família’ uma garota deslumbrada do que propriamente uma vilã?

Acho que a Clara queria algo do marido que não era possível dele oferecer a ela. Era uma garota mimada e insegura, não a via como uma vilã.

cjmartim: Os artistas estão sendo vistos como algozes pelo público, pela enxurrada de fake news sobre a Lei Rouanet e a militância nas redes sociais que irrita muita gente.  Esse boom negativo é necessário para os artistas desconstruírem aquela imagem de perfeição nas revistas e sites de celebridades diante das pessoas?

Acho que as redes sociais trouxeram isso: o poder da pessoa escrever, o poder de se manter escondida e a proximidade do público. Todo mundo se sente no direito de criticar e ofender e, muitas vezes, de graça, sem fundamento real. Ao mesmo tempo, as redes trouxeram a realidade do dia-a-dia do artista e não apenas o “fake celebridade”, a glamourização a que o público tinha acesso antes.

cjmartim:  Quais recursos utiliza como atriz atualmente para construção de personagens e quais não usa mais?

Cada composição é feita de uma forma. Às vezes pela psicanálise, às vezes pela expressão corporal, às vezes pela fala. Não dispenso nada. Claro que com o tempo a técnica fica mais presente e a entrega a cada personagem é a mesma, mas sem você trazer a carga emocional para casa.

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