Vandré Silveira: ‘Tentaram demonizar a Lei Rouanet’

Vandré Silveira. Foto/  Oseias Barbosa

Hoje, 21, começa a nova temporada do blog Cjmartim. E como este ano promete ser do novo, da descoberta, do diferente, nada melhor, que entrevistar um ator não tão conhecido do grande público, ainda, mas bastante talentoso. Estou me referindo a Vandré Silveira, que marcou presença na novela ‘A Dona do Pedaço’, como o Tibério, advogado de Josiane, Agatha Moreira, na trama global. Considerado sex symbol, o ator descreve esse rótulo e os desdobramentos da sua carreira em ascensão. Leia!

cjmartim: Os artistas de vítimas viraram algozes no país? Quando a demonização do público para o artista começou?

Vandré : Creio que esta visão distorcida tem um viés político. Arte sempre foi resistência no sentido da escassez de políticas públicas favoráveis ao exercício criativo e artístico de forma ampla e não restritiva. Tentaram demonizar a Lei Rouanet, uma política pública fundamental na livre fruição e desenvolvimento da diversidade artística e geográfica brasileira. Obviamente, como em qualquer política pública, alguns pontos sempre precisam ser revistos. Isso não deslegitima o caráter de importância dessa ferramenta de incentivo. Fazer arte e educar é criar pensamento crítico. Para alguns setores econômicos e políticos, essa lucidez é temerosa.

cjmartim: A preparação corporal quando você faz um trabalho de época é difícil? A movimentação dos braços precisa ser comedida?

Vandré: Cada trabalho é único e exige suas próprias especificidades. No caso de um trabalho de época, há de se ter certos cuidados com maneirismos ou gesticulações contemporâneas. Não vejo essa diferença como dificuldade, mas como uma particularidade.

cjmartim: Como foi a experiência de fazer a novela ‘Jesus’? Teve medo do público não gostar, afinal a trama mexe com um personagem importante na história da humanidade.

Vandré: Foi uma experiência maravilhosa. Tive a sorte de contar a história de Lázaro, o homem que esteve morto por 04 dias e foi ressuscitado por Jesus, tido como seu melhor amigo. Fiquei bastante animado quando soube que a trama de Paula Richard com direção geral de Edgard Miranda contaria não só a passagem mais conhecida do personagem, o milagre da ressurreição, como também o cotidiano desse homem. A lida de Lázaro no campo, a relação com as irmãs Marta (Dani Moreno) e Maria de Betânia (Jessika Alves) e ainda a relação amorosa com a gladiadora Susana (Bárbara Reis).

cjmartim: Ser sex symbol aos 40 é uma tarefa difícil para não cair no ridículo?

Vandré: Fico lisonjeado com os elogios, mas ser sex symbol para mim significa estar bem comigo mesmo. Não acredito em único padrão de beleza. Na minha opinião é irreal. Acredito em belezas múltiplas e diversas. Eu me aceito como sou, com minhas limitações e minhas qualidades. Somos humanos.

cjmartim: Acha que os atores estão dando uma ‘banana’ pra TV e migrando para serviços de streaming? Acha que  o caminho é esse ou a telenovela ainda é muito forte no país? 

Vandré: Creio que o mercado está se abrindo para novas possibilidades, incluindo aí, o streaming. Isso permite maiores possibilidades de experimentação e mesmo de escalação de elenco. Mas é inegável a tradição e a qualidade da telenovela brasileira. Além de adorar assistir, gosto ainda mais de fazer! Que venha 2021!

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