Samia Abreu: “Vejo muito trabalho e pouco reconhecimento da nossa classe”

Samia Abreu. Foto\ Gabriela Bueno

Surpresa, talento e reconhecimento. Tudo isso é válido para a atriz Samia Abreu, que brilhou como a Merianat, a Rainha do Egito na novela bíblica Gênesis, que encerrou recentemente. Nesta entrevista exclusiva, a beldade comentou sobre a trama da Record TV, a imagem arranhada dos artistas com o público e sobre a tal felicidade tão almejada por todos. Confira!

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cjmartim: Nem todos os telespectadores que assistem a tramas bíblicas são evangélicos ou tem alguma religião. O que você pensa sobre isso?

Samia: Acho incrível que a novela consiga atingir todos os tipos de público. Eu não sou evangélica e mesmo assim também me emociono muito com as histórias lindas que são contadas. Acredito que a fé nos move e todas as religiões têm isso em comum, não importa no que você acredita, e as novelas bíblicas mostram muito isso. Histórias de superação, de fé, que conseguem emocionar e atingir qualquer um, independentemente da religião.

cjmartim: A participação de Gênesis se concretizou com testes ou foi convidada para trama? Comenta como foi o seu personagem. 

Samia: Comecei a fazer dois testes na emissora bem no início, antes das gravações começarem, mas só 1 ano depois que veio o convite para fazer a personagem Merianat. Minha personagem era a rainha do Egito, primeira esposa do Faraó Sheshi. Mariana foi  uma mulher extremamente poderosa, refinada, sedutora e elegante. Criada para ser rainha, ela gosta de estar sempre no controle das situações e também sabe controlar muito bem suas emoções. Fez de tudo para conseguir o que queria e teve um final surpreendente!

cjmartim: Em Chiquititas, você viveu uma jovem deslumbrada com a fama. Na era do número de seguidores,  acha que isso piorou ou mudou apenas de jeito?

Samia: Com certeza piorou (risos). Ficou muito mais fácil hoje em dia de se alcançar um certo reconhecimento, “fama” através das redes sociais, o que tem seu lado bom, mas tem seu lado ruim também. O lado bom é que com isso pessoas talentosas que talvez não teriam uma boa oportunidade estão sendo vistas e ganhando reconhecimento mais facilmente. E o lado ruim é que coisas banais também ganham o mesmo reconhecimento com a mesma rapidez e muitas crianças e adolescentes podem se perder nesse caminho da superficialidade muito facilmente.

cjmartim: Os artistas viraram algozes do público. Sempre tem uma nuvem dando a entender que artistas usam a “mamata” do governo. Como desconstruir essa imagem?

Samia: Olha, pra mim é que não tá indo essa mamata do governo (risos). Vejo muito trabalho e pouco reconhecimento da nossa classe. As pessoas ainda tem a ilusão de que ser artista é fácil, só Deus sabe como a gente trabalha e batalha para poder fazer o nosso ofício e quanto menos a gente ganha mais a gente trabalha! Os que mais ralam são os que menos ganham, infelizmente. Agora, como mudar isso não sei bem te dizer, mas acredito que exigir do governo que nossos direitos sejam cumpridos é sempre um bom caminho.  

cjmartim: Felicidade existe ou é uma eterna utopia? 

Samia: Existe sim! Quando a gente consegue admirar e valorizar as coisas simples da vida, mais feliz a gente é. Temos que ser gratos pelo hoje e aproveitar cada segundo. A felicidade está no nosso olhar, na nossa percepção da vida e é uma busca constante para conseguir enxergar isso.

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