Isabella Dionísio fala sobre sua volta à TV: “Confesso que fiquei surpresa”

Isabella Dionísio. Foto/ Rodrigo Lopes
Isabella Dionísio. Foto/ Rodrigo Lopes

Na última década, a atriz Isabella Dionísio chamou atenção do público com a divertida Maria Claudia, de “Malhação ID“, totalmente disponível no Globoplay para o resgate da memória afetiva. A artista amadureceu e o seu mais novo trabalho é a Abital, a sétima esposa do rei Davi, na série “Reis“, da Record TV. Nesta entrevista exclusiva, ela relembra as dores e delícias quando participou do seriado global, se teve ou não planejamento em sua volta à TV e como lida com as constantes incertezas da profissão. 

Cjmartim: Em novela bíblica, existe uma preocupação maior com o gestual? Tudo precisa ser comedido para se adequar a época?

Isabella Dionísio: “Com certeza. Existe toda uma postura e um gestual específicos daquela época, daquele lugar, daquele universo da série. Os figurinos já ajudam nessa coisa da postura. Tivemos aulas de história e preparações de elenco para podermos entender, estudar e treinar tudo isso. Além disso, tive aulas também de harpa e pandeiro árabe – que foram muito legais! – , elas super ajudaram a me ambientar e trouxeram muito da postura e do gestual.”

“Confesso que fiquei surpresa”

Cjmartim: Como surgiu o convite para “Reis”?  Seu retorno às novelas foi da forma que planejou?

Isabella Dionísio: “Foi um pouco “do nada”, confesso que fiquei surpresa. Como a Record já conhece bem o meu trabalho, não passei por nenhum teste de elenco. A Record havia me sondado para participar da série em agosto do ano passado (mais ou menos), mas depois não falaram mais nada, achei que eles tivessem desistido de mim e deletei essa possibilidade da minha cabeça. Então, no final de outubro do ano passado, eles me ligaram dizendo que queriam muito que eu entrasse para o elenco como uma das esposas de Davi. Eu logo vi que o papel era super legal, e fiquei muito feliz. Mas tive que me reorganizar toda, pois eles pediram que eu estivesse totalmente disponível a partir da semana seguinte. Foi uma correria louca (risos), mas no final deu tudo certo. Posso dizer que foi até melhor do que o que eu tinha planejado, porque é sempre diferente, né? Tá sendo o meu primeiro trabalho bíblico – um desafio maravilhoso pra mim – e eu nunca imaginei que a minha volta à TV seria ao lado de um time de pessoas tão incríveis, admiráveis, parceiras e generosas.”

Cjmartim: Malhação ID está disponível no GloboPlay. Quais foram as dores e delícias desse trabalho?

Isabella Dionísio: “Nossa, “Malhação ID” foi uma avalanche de coisas na minha vida! Foi o meu primeiro trabalho na TV, então tinha muitas descobertas, muita empolgação e ao mesmo tempo muita insegurança, né, por ser a minha estreia numa emissora grande. Posso dizer que não foi tão fácil lidar com esse turbilhão de emoções aos dezoito anos. Mas o mais legal é ver o quanto a minha personagem em Malhação marcou as pessoas. Até hoje recebo mensagens carinhosas de fãs, pessoas que viram em 2010 quando eram adolescentes e reviram agora (tanto no Canal Viva, que reprisou a novela ano passado, como no Globoplay). É como se eu colhesse os frutos desse trabalho até hoje.”

Cjmartim: Como lida com a sua saúde mental nos altos e baixos da profissão e a cobrança excessiva do público?

Isabella Dionísio: “Olha, não vou te enganar… é muita terapia, viu? Na verdade, eu adoro fazer análise, faço desde os vinte anos e é uma coisa da qual não abro mão. Mas tento fazer muito exercício físico também (sempre gostei muito de dançar, caminhar, andar de bicicleta…), acho essencial. E pensar que a cobrança (interna e do público) faz parte da profissão, mas o aperfeiçoamento é uma busca constante, não acaba nunca.”

Cjmartim: Uma atriz tem liberdade para criar a sua personagem da melhor maneira ou sempre esbarra com as determinações de diretores ou autores? Como propõe ideias nesse meio?

Isabella Dionísio: “É quase sempre possível chegar num “denominador comum” entre ideias e criações. Na maioria dos trabalhos que fiz, tive muita liberdade para criar e propor – inclusive percebo que os diretores, de uma forma geral, gostam quando a gente propõe coisas, porque é mais fácil “cortar” do que acrescentar. É claro que eu uso o bom senso também… vou sentindo como é o trabalho, o perfil do diretor e tento sempre trazer ideias condizentes com a personagem e a história.”

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